Percepção subjetiva de esforço em diferentes formas de execução do exercício de agachamento

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Cauê Vazquez La Scala Teixeira. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, vol 8, nº 45, 2014

Cauê Vazquez La Scala Teixeira. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 8, n. 45, p. 271-276, 2014.

Resumo: O objetivo foi comparar a percepção subjetiva de esforço (PSE) relacionada à força, equilíbrio, coordenação e esforço geral após a execução de duas formas distintas do exercício de agachamento: agachamento paralelo tradicional com barra (TRAD) e agachamento paralelo com transferência lateral de peso com carga de 50% da utilizada no TRAD (FUNC). Participaram do estudo sete voluntários (três mulheres, quatro homens, 31,7+5,7 anos) experientes em treinamento resistido e funcional. Os mesmos foram submetidos à execução dos exercícios TRAD e FUNC, com intervalo de cinco minutos entre os dois, e orientados a preencher a PSE logo após a execução de cada. A execução do exercício FUNC apresentou maior PSE para as variáveis Equilíbrio (4,0+1,9 vs 2,7+0,8), Força (4,9+2,1 vs 4,1+2,1) e Esforço geral (5,0+2,0 vs 4,1+2,0), com diferença significativa (P<0,05). Para a variável Coordenação, a PSE não diferiu estatisticamente entre as duas condições, no entanto, o valor absoluto da média da PSE na condição FUNC foi 53,9% maior que na TRAD (4,0+1,9 vs 2,6+0,5). Conclui-se que o agachamento FUNC – mesmo utilizando carga de 50% do TRAD – foi percebido como mais intenso, sendo uma opção interessante quando se deseja estimular força, equilíbrio, coordenação e intensificação do treinamento, porém, com o uso de cargas externas menores, minimizando as sobrecargas sobre estruturas não contráteis.

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